terça-feira, 31 de março de 2015

31/03

nos tempos ausentes de silêncio, mas de respostas não dadas, tento decifrar desesperadamente os sinais colhidos através dos olhares e sorrisos endereçados à mim, ou ao léu, não há como saber. então, os trago para cá, pra esse lugar lotado de notificações vazias, santuário de toda minha carência e solidão concreta; todos os nãos colecionados alimentam meus traumas, vira avalanche. e essa calma que tanto ouço falar, porque se afastas de mim? a paz que tenho posto em dúvida, dado às manchetes, nem aqui no meu quarto, nem no teto, nem no interior eu tenho visto. E a sujeira que ambiciona a alma, o rio, a cidade inteira, será que derruba o sol, ou irrita-o de tal forma que seus raios farão as horas pararem? se as respostas fossem dadas, de sincero, com gentileza, mesmo que ainda configurassem nãos, será que haveria estabilidade?

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