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domingo, 12 de maio de 2013

Escárnio


Enquanto pensas que me usas
Eu te uso como nota e poesia
Enquanto pensas que me tens
Te misturo ao vinho e vem a inspiração
Enquanto meu cigarro queima
Tua poeira é o que polui o meu pulmão

Tua escuridão abraça meus cabelos
Arrancados num momento de angustia
Teu embaraço é o que precede meu desespero
Teu adeus é o que provoca minha expressão
Poesia

Os teus sonhos, pesadelos, são reais
A distância entre nós só faz crescer
Reza o tempo, e o teu beijo se desfaz
Tua luz esconde o negro da tua paz
Minha letra não cabe em sua canção
É poesia

Narre agora esse adeus,
quero partir, 
Suba a serra, minta, engane
Se disfarce
Me moteje, pegue a pista, pegue a Marta
Parta, coma todas as mulheres, se distraia
Vomite o "Eu te amo" que te disse
Fraudeie-me, e me faça acreditar nesse final.
Me belisque e vamos logo ver o mar.