Trovoadas e tropeços tramam contra mim, impedem o
transcender da alma. Prendem-me em trapos e tratos com o passado. Traças no
caminho que tracei como ideal. O destino trai. Tristeza é comum, disfarce é a
saída. Troca-se a pele, mudam as coleções, as estações são outras. A essência
permanece, antônimo morrer. O tempo aparenta trégua, mas não deixa de correr.
Trago o desejo, trago cigarros e os sonhos são tragados. O medo está em mim,
como um cavalo de troia. Truque de quem? Quem deseja o trono? Neste instante
sinto-me trêmulo, busco algo para tranquilizar-me, eu sempre fujo. Tranco-me em
casa, sumo do mundo, tranco-me em mim. E sinto medo, é desesperador. É nosso
desejo, não ser trivial. É o grito da minha geração. Mas não sou intrépido.
Temo a frustração.
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