Nos dias longos de verão, me pus a construir um amor.
Num dia de verão ergui um castelo com a areia.
Não demorou muito e o domínio do mar se fez presente,
Pondo minha arquitetura ao estado de ruínas.
Castelo de areia é por natureza instante, efêmero.
Tu constróis, habita-o e ergue muralhas ao seu redor.
Nos dias longos de verão, quando a chuva é severa e
devasta,
Pus-me a regar o
meu amor.
Nestes longos dias edifiquei uma cidadela,
Porém as chuvas eram repentinas, devastadoras.
As enchentes destroem cidades, inundam sonhos.
Os montes mais altos desabam.
Durante o meu verão, o hemisfério Norte vivenciava um
rigoroso inverno.
Construíram, portanto um abrigo,
Um iglu, talvez.
E eu então, aqueci meu amor.
O rigor do inverno é esbranquiçado, a neve encobriu
vidas.
Avalanches ocultaram estados.
Noites longas.
Mar traiçoeiro.
Chuva assoladora.
Nevasca violenta.
Abriguei meu amor junto das flores, primavera.
Equilibrou-se a vida, e os dias e as noites medem a mesma
altura.
Troquei minhas verdades por uma maçã.
Jardim do Éden.
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